quarta-feira, 25 de janeiro de 2012



CAPOEIRA
BENEFÍCIOS ÀS PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS





MESTRE CÍCERO TATU trabalho com pessoas portadoras de necessidades especiais e sabe os benefícios que a Capoeira pode proporcionar a elas. O MESTRE TATU explica esses benefícios.


AXÉ, CAPOEIRA!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012



ENSAIO FOTOGRÁFICO
CONTRAMESTRE FABIANO E ESTAGIÁRIO TROVÃO



O Contramestre Fabiano (todo de branco) e o Estagiário Trovão foram os modelos escolhidos pela fotógrafa Beatriz Carolina, para o Ensaio Fotográfico que foi realizado em Santos, no Emissário Submarino, no ano de 2011. De tão boas, essas fotos foram premiadas no concurso cujo a profissional participou.

Capoeira em momentos de sensibilidade sem igual.

AXÉ, CAPOEIRA!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PASTINHA!
UMA VIDA PELA CAPOEIRA


SINOPSE
Pastinha! Uma Vida pela Capoeira, documentário de Antonio Carlos Muricy, retrata a vida do maior mestre da Capoeira Angola no século XX. A emocionante história deste lendário mestre baiano, contada pelos maiores mestres de Capoeira e pelas maiores figuras da cultura da Bahia em sua época, como o Mestre João Grande, hoje em Nova Yorque, EUA.


FICHA TÉCNICA
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 53 minutos 
Ano de Lançamento (Brasil): 1998
Direção: Antônio Carlos Muricy





AXÉ, CAPOEIRA!

domingo, 15 de janeiro de 2012



CHULA

 A Chula na Capoeira são cantigas que relatam algum fato acontecido ou conta histórias do passado. A Chula difere da Ladainha por ser cantada durante o jogo e também pela presença do refrão que é repetido pelo coro entre uma estrofe e outra. É entoada pelo cantador para fazer a abertura de sua composição. Normalmente, faz uma louvação aos seus mestres às suas origens ou à cidade em que nasceu ou está no momento, pode ainda fazer culto à fatos históricos, lendas algum outro elemento cultural que diga respeito à roda de Capoeira. É comum aos cantadores da roda usarem a Chula como introdução para as corridos e, durante a mesma, é sugerido um refrão para o coro cantar. Segue um exemplo desse gênero de cantiga de Capoeira:


"O Cabra me chamou prá jogá
Eu disse que não
Começô miumilhar
Arranjô a maió confusão
Eu sou de paz e amor,
Não gosto de auê.
Dou um boi pra não brigá,
Mas se nela eu entrá
Dou uma boiada prá não saí,
Dou meia-lua, um rabo-de-arraia
e uma cabeçada pra matá
Pra matá (coro)
Pra matá
Pra matá (coro)
Pra matá
E o cara correu, correu
E o cara correu (coro)
E o cara correu, correu
E o cara correu, correu (coro)"


Essa chula é modo como cantador conta um fato ocorrido com sua pessoa ou com outra há algum tempo atrás. Na música pode ser percebido um sentimento, uma emoção tanto de passividade tanto de ira: o trovador expõe o que aconteceu. Uma pessoa propôs um desafio no jogo de Capoeira. Não sendo aceito o desafio, o desafiante ofende verbalmente o outro indivíduo. 

O cantador fala que é pacífico e de boa índole, e complementa que não gosta desse tipo de conduta. O indivíduo diz que não gosta de "auê", ou seja, confusão, de briga, que se resguarda de tumultos de todos os modos possíveis.

Quando diz "... Dou um boi pra não brigá...", ele deixa claro sua intenção de não brigar, mas informa que seu modo pacífico pode ser modificado quando todas as tentativas de paz forem em vão, afirmando "... Mas se nela eu entrá / Dou uma boiada prá não saí / Dou meia-lua / um rabo-de-arraia /e uma cabeçada pra matá...".

Os três últimos versos acima destacam movimentos de ataques da Capoeira que são desferidos no momentos do jogo dentro da roda ou de defesa pessoal, se necessário. A intenção do cantador é fazer com que o desafiante entenda que ele tem condições físicas para combatê-lo em iguais condições, pois, quando fala "... Pra matá...", o cantador dá a chance de o desafiante reconsiderar sua atitude de combate. 

Se o trovador necessitou ou não desferir os movimentos de ataques expressos, não se sabe, mas o indivíduo difamador foge horrorizado diante do comportamento assumido pelo cantador diante da ofensa ( "... E o cara correu, correu...") .

É isso! Fiquem livres para comentar sobre este post ou os anteriores.


TEMOS QUE SABER O QUE ESTÁ SENDO CANTADO NA RODA.
AXÉ, CAPOEIRA!



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012



CEREX - 2010
BATISMO E TROCA DE CORDÃO


O cuidado e atenção que MESTRE CÍCERO TATU denota nas suas atividades de mestre, pai, marido, profissional e exemplo de vida para outras pessoas é evidenciado na alegria das pessoas, dos alunos portadores de necessidades especiais que esperam ansiosamente pelas aulas semanais que acontecem na Escola Especial Eduardo Ballerini, o CEREX.

A autoestima, o desenvolvimento psíquico e corporal adquiridos pelos alunos do CEREX, por meio das aulas da Capoeira, são valiosos tesouros que ficam guardados no coração de todos.

Segue o vídeo do Exame, bem como do Batizado e Troca de Cordão do ano de 2010, dos alunos do CEREX, com participação dos discípulos da CAPOEIRA ARUANDA e, claro, do MESTRE CÍCERO TATU.




"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
Cecília Meireles
IÊ, CAPOEIRA

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



VALE A PENA VIVENCIAR DE NOVO


O MESTRE CÍCERO TATU, fundador da CAPOEIRA ARUANDA, realizou o evento de Batismo e Troca de Cordão, em 2008, no ginásio do SESC, em Santos/SP. Como podem testemunhar, foi um evento organizado, bonito e acolhedor, com uma performance artística, com canto e dança, dos graduados Gláucio (Escola de Capoeira Maná), Jackson e a Prof. Inara.
Estavam presentes os MESTRES CUNHA, DINHO, CAPITÃO, KACO, CHOCOLATE, RIBAS, NENÊ e outros ilustres convidados e participantes de suas respectivas Associações e Escolas de Capoeira.

Sempre é bom relembrar!





IÊ, CAPOEIRA!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

HOMENAGEM AO MESTRE


Esse vídeo foi produzido pela Escola Especial Eduardo Ballerini para concretizar a enorme gratidão ao MESTRE CÍCERO TATU que desenvolve seu trabalho com as pessoas portadoras de necessidades especiais com desprendimento de corpo e alma. Muitos precisam de pessoas como ele, mas poucos estão preparados para carregar a responsabilidade de abraçar a causa.

SALVE, MESTRE CÍCERO TATU!

AXÉ, CAPOEIRA!


sábado, 31 de dezembro de 2011

MESTRE BIMBA
CAPOEIRA ILUMINADA



SINOPSE

"Mestre Bimba – A Capoeira Iluminada", conta, através de depoimentos de seus antigos alunos e de imagens inéditas em cinema, a história deste brasileiro, Manuel dos Reis Machado, o Mestre Bimba (1899 – 1974) um iletrado que recebeu, post morten, o título deDoutor Honoris Causa de uma das mais prestigiadas Universidades do Brasil. De origem humilde, ele foi um grande jogador de capoeira mas antes de tudo um educador, que dedicou a sua vida a dar dignidade e luz à capoeira. Para muitos historiadores foi um dos negros mais importantes do século XX, nas Américas. Seu nome é a primeira referência que um aluno de capoeira aprende, em qualquer país que esteja. A ele são dedicadas milhares e milhares de músicas cantadas em todas as rodas de capoeira nos cinco continentes.

FICHA TÉCNICA
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada 
(Brasil, documentário, 80 min.) 
Produção: LUMEN PRODUÇÕES
Co-Produção: PUBLYTAPE
Direção: LUIZ FERNANDO GOULART
Roteiro: LUIZ CARLOS MACIEL
Baseado no livro “Mestre Bimba, Corpo de Mandinga”, de MUNIZ SODRÉ





Na passagem do ano, a CAPOEIRA ARUANDA oferece a todos o filme CAPOEIRA ILUMINADA. Obrigatório para quem é capoeirista, interessados pela cultura brasileira e afins.


AXÉ, CAPOEIRA!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011



A CAPOEIRA NA SOCIEDADE DO CAPITAL

O MESTRE CÍCERO TATU e a CAPOEIRA ARUANDA têm o orgulho de apresentar a tese de Mestrado de Benedito Carlos Libório Caires Araújo, intitulada A Capoeira na Sociedade do Capital: A Docência como Mercadoria-Chave na Transformação da Capoeira no Século XX Texto de alto nível sobre a Arte da Liberdade e sua relação no mundo moderno e capitalista.

Pode até assustar pelo tamanho, porém esse estudo é essencial para entender as mudanças que a  Arma de Liberdade sofre na sociedade, na qual a força de trabalho do homem é a engrenagem primordial a sua sobrevivência. E o que a Capoeira tem com isso? Leia e descobrirá!!!

Boa Leitura, Capoeira!




AXÉ, CAPOEIRA!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011



CURIOSIDADES HISTÓRICAS


A ESTRANHA MEDICINA DOS EXCRETOS


O negro nem sempre tinha a saúde cuidada pelo senhor. Daí lançar mão de tudo que se dizia então favorável aos males do corpo. A medicina dos excretos dominava as senzalas, principalmente os escravos que trabalhavam no campo – na planta, limpa e corte de cana. Dominava entre aqueles que trabalhavam nos baguês e na agricultura em geral.



A falta de médico e farmácia era absoluta. Aliás, não se deve estranhar isso não, porque ainda hoje, mormente na Várzea, onde as usinas enriquecem os seus donos e tornam cada vez mais miserável o operário rural, as nossas fábricas não se importam com a saúde dos párias que morrem e que fazem o poder dos industriais. De modo que então, mais do que agora, o escravo tinha de voltar-se para os remédios que a própria experiência aconselhava como ótimos.


Assim é que os doentes de olhos, quando não se serviam de cuspo, se utilizavam da própria urina para lavá-los de manhãzinha. As inchações eram curadas com emplastos de fezes de vaca, enquanto a sezão desaparecia com o purgante de "batata, cabeça de negro e urina de menino macho". Se eram as dores de estômago e fígado, tinham lá sua receita: urina de dois dias, fermentada, além de um pouco de água morna para temperar.

A impingem era curada pelos negros com o cuspo de quando acordavam e se levantavam antes do sol nascer. Tinha assim mais força. A bosta de cachorro se tomava em forma de chá, curando febre maligna, sarampo, aristim. Quando o escravo sofria um talho sangrento lhe era aplicada bosta seca de burro. Nas feridas purulentas servia o emplastro de esterco de boi.

Ainda agora se entopem de estrume as bicheiras do gado.

Com a chinica de galinha se curava panarício. Mário de Andrade salienta que ela também se aplica nas dentadas de gente, "sendo que, além de cura, o remédio mágico derruba os dentes de quem mordeu", parecendo até catimbó. E por falar nisso, no caso de uma hemorragia, "tomava–se o sangue de palavra" – ato que revestia a solenidade, com sinais cabalísticos e ao qual só recorre em circunstância extrema.

A ingestão, o clister, misturas, pílulas, pós, emplastros, unguentos, infusões – tudo era feito com urina ou bosta ou cuspo como elemento indispensáveis e preponderantes. Para as dores na perna e no baixo ventre, nada com esterco de vaca ainda úmido (os doentes de apendicite fariam melhor negócio não se arriscar a operações melindrosas), aplicavam-no envolvido em folha de bananeira. Também servia em forma de cataplasma, nos tumores testiculares, depois de passar pelo fogo cozinhando com farinha de mandioca.

O negro que sofresse de erisipela ficaria na certa se usasse banhos de urina de mulher grávida. Esses remédios escatófilos não eram discutidos porque os efeitos de sua aplicação autorizavam a fé dominante. Mordeduras de cobra, lacrau, aranha caranguejeira se curava era com esterco de bode misturado com banha de tatu. Fazia-se um chá que se tomava com purga de efeito imediato.

Quando acontecia uma pessoa sofrer uma luxação a velha escrava da senzala vinha com um novelo de linha e uma agulha, colocando-os sobre o lugar desconjuntado. Então fingia coser atravessando a agulha no novelo em diversos sentidos, benzendo-se e dizendo em voz baixa: "O que coso eu? carne quebrada, nervos tortos, já desconjuntado, atufá". Botava um unguento no qual entrava a urina de menino e azeite de dendê. Essa operação de carne quebrada se faz ainda com ligeiras modificações.

Era o negro comumente atacado de disenteria, bouba, espinhela caída, bicho-de-pé, raro sendo aquele que vomitava sangue. Tudo faz crer que a tuberculose não fazia muita vítima. O famoso bicho-de-pé se tirava com espeto, faca de ponta ou rucega. E depois se entupia o buraco com rapé ou cal de parede ou esterco de boi em pó.

Nas primeiras levas de estrangeiros, chegados em meados do século passado, dizem que foi verdadeiramente lastimável o estado em que ficam galegos e italianos, com os pés, as mãos, os joelhos, cotovelos, nádegas e até as faces crivadas do terrível parasita. O bicho-de-pé é originário da África assemelhando-se a uma pulga pequeníssima provocadora de extraordinária coceira local. Na Paraíba ele vive epidemicamente.

Os excretos exercem influência místicas. A febre aftosa não era então conhecida sob tal denominação. Mas, pelas informações que temos não podia ser outra peste que, vez por outra, atacava a criação com os mesmos sintomas. As reses não doentes traziam uma cruz de cinzas na testa para se livrar da febre mortal. O mais interessante é que o sinal era feito na manhã da sexta-feira, enquanto a cinza se originava de urina de menino, esterco de morcego, além de água em que um coxo se tivesse banhado. São influências demopsicológicas bem caracterizadas. Também para se evitar a varíola naquele dia, isto é, sexta-feira, o escravo tomava chá de cebola branca temperado com urina de mulher feita, fazia orações a São Sebastião e atochava os ouvidos com algodão embebido em azeite de carrapato. O mal afugentava-se.

Aquele que tivesse culto aos astros, sofrendo de linfatite, com os gânglios enfartados, em vez de tônicos podia "cortar a íngua à lua" que ficava inteiramente bom. E que não se esquecesse de botar no café ou no primeiro líquido que bebesse de manhã seguinte um pouco de fezes de carneiro pulverizadas.

Quando o negro se dava ao prazer noturno da caça ia com sua tanga ensopada no sangue ou excremento de veado, porque assim a caça não se espantava; era surpreendida de cheio. Aí não existe nenhuma influência estranha, desde que se sabe ser veado um admirável farejador e que devia também sentir o cheiro de sarro de cachimbo (eis a receita: sarro, fezes de porco e urina de gente) que o caçador trazia por trás da orelha, não se sabe para que, talvez para ingerir em pequenas doses. A suposição não é incerta, pois se sabe que o escravo, em tais condições, se alimentava com farinha, bebia água dosada com urina nunca deixando de colocar num pau um pedaço de fumo mapinguinho. Isto ia com homenagem ao sucesso da caçada, embora o cheiro que o caçador desprendia não fosse lá dos melhores.

E por falar em cheiro, as negras que serviam a mesa da casa grande utilizavam esterco de boi, cozinhando com folhas de hortelã, ou macaçá, ou manjericão, sabem para que?, para evitar o excessivo budum dos sovacos. 

Vê-se que o boi fornecia o maior e o melhor material para fazer face às necessidades dos doentes abandonados dos senhores e que tinham na medicina dos excretos uma porta aberta para a salvação do seus males nem sempre curáveis. As poias de bosta tinham ainda outras aplicações que se presumiam úteis. Quando frescas as fezes de boi serviam para os emplastros quando secas para fazer fogo, e, principalmente, para fins industriais pois que era empregada até para refinação de açúcar nos banguês. Não eram todos os senhores que se utilizavam delas para tal fim. 

O meu informante, na sua linguagem popular, assinalava, "eram os esporas", que significa dizer, os mais pegados ao dinheiro, os mais fonas, os mais chifres de cabra.


(VIDAL, Ademar.  Costumes e práticas do negro. In CARNEIRO, Edison.Antologia do negro brasileiro)


domingo, 25 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E PRÓSPERO 2012


O MESTRE CÍCERO TATU  e a CAPOEIRA ARUANDA desejam a todos os melhores dias de suas vidas para que todo o Axé do universo estejam com vocês neste Natal e no ano de 2012.

O ano de 2011 foi marcado por uma série de atividades da CAPOEIRA ARUANDA, atividades que ajudaram a guinar o nome da Arte de Liberdade. No próximo ano, teremos mais ações positivas a fim de promover o bem à sociedade, ao ser humano e ao espírito. 

É momento de paciência, perdão e respeito.

Última Roda de Capoeira do ano de 2011, na CAPOEIRA ARUANDA.




AXÉ, CAPOEIRA!
FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011



CAPOEIRA ARUANDA: ORIGENS
Parte 2


MESTRE CÍCERO TATU conta a história de fundação da Capoeira Aruanda



COISAS DE ARUANDA

Hoje são quase 25 anos de Aruanda e, nesses anos todos, ela foi se modificando. De Escola de Capoeira Aruanda para Academia Aruanda, Academia de Capoeira Aruanda, Centro Cultural Aruanda e, hoje, Capoeira Aruanda.

Cada mudança de complemento na nomenclatura representa um momento distinto de ver, sentir e fazer a capoeira. Lógico que tudo isso pautado por muitos erros, muitas buscas, até achar o caminho que trilhamos hoje, cientes que a busca pelo conhecimento é infinita.

A Capoeira Aruanda conseguiu ter um nome de respeito perante a comunidade capoeirística da baixada santista, com um trabalho simples, humilde e, acima de tudo, transparente em suas atitudes.

Tem uma maneira própria de conduzir, se servir e servir a Capoeira.

Coisas que só quem é de Aruanda pode entender.



ESCOLA DE CAPOEIRA ARUANDA

Em 1985, esse era o nome que mais se aproximava ao meu momento Capoeira. Tenho consciência que o aprendizado é constante e inesgotável são os ensinamentos, mas aquele momento era de construir, reconstruir, aprender a ensinar.

A salinha da Escola de Capoeira Aruanda, era minúscula. Lembrando hoje, nem sei como cabia tanta gente, mas os "treinos" eram muito bons. A galera era assídua e me incentiva a melhorar cada vez mais as aulas. Tínhamos um grupo muito unido e forte. Pra lá, foram aqueles que começaram no fundo do quintal da minha casa:  Maurício Ratto, Affonso Alvarez, Álvaro Miúdo, os irmãos Ricardo(Rí) e Leonardo Moreira (Léo), Murilo(irmão do Maurício), Gué - da Natural Art, Sérgio Português, Celso Filleti, Zezinho Fernandes, Marcos César ("My Girl"), Daniel Romão, Duda Mendes.

Por intermédio de Maurício Ratto, chegaram mais alunos, a maioria do Conde do Mar (point da galera da praia de Santos): Wladimir Diniz (Sirí), Abimael (Rumenigue), Maurício Turquinho, José Ricardo (Rico) e outros.

À noite, treinava uma galera do canal 6 : Indinho, Hércules, Jean, Jair, Clemilson, Trapa, Moreno e China do 6.

À tarde, treinava a galera do canal 3:  Tijolo, Kleber, Afonso, Paula, Helena e mais outros que a memória já não alcança mais.

Uma característica interessante da Escola Aruanda, era congregar num mesmo espaço, galeras diferentes e, que em outros momentos seria impossível de se integrar, devido às "rixas" próprias da idade e do local onde moravam ou "pegavam praia". A convivência era pacífica e serviu para estreitar laços de amizade que, até então, parecia impossivel de acontecer.

Foi uma fase de muito aprendizado essa da Escola de Capoeira Aruanda.



ACADEMIA ARUANDA

A fase seguinte foi a Academia Aruanda -  Ginástica e Capoeira. A Deborah, irmã do Maurício Ratto, estava recém-formada no curso de Educação Física e, como frequentava a Capoeira algumas vezes, fez o convite para que as duas modalidades, ginástica e capoeira, se fundissem. Como no prédio ao lado tinham acabado de construir umas salas amplas, o convite foi aceito e ,assim, surgiu a Academia Aruanda - Ginástica e Capoeira - direção, prof. Cícero França e Déborah Rodrigues, 1986.

Foi uma época de aulas de Capoeira muito pesadas, tanto na preparação física, como na Capoeira propriamente dita (roda).

As rodas na Academia Aruanda eram frequentadas por outros capoeiristas e, não raramente, a coisa desandava pra Capoeira "a vera".

Nessa época, chegaram para treinar:

1. Os meninos da rua São José,  Ricardo do Espirito Santo (hoje MESTRE RICARDO, do grupo Canto e Magia), Claudinei (Kalunga), Ubiratan (Fubá) da P4, Faber Neiva (Lalo), Alexandre de La Casa (Prof. Xan).

2. Do Conde do Mar,  Síri, Turquinho, Rumenig e mais uma galera local.

3. Do canal 7, Valdlemar Exótico (Valval, já falecido), Renato (MESTRE RENATO, da Brinquedo de Angola).

Por essa época, ficou radicado em Santos o MESTRE RICARDO (falecido), vindo do Rio de Janeiro, do grupo Volta ao Mundo. MESTRE RICARDO morava na rua São José, perto da Academia Aruanda, e era frequentador assíduo dos treinos e rodas. Gostava de uma pancadaria e cantava bem nas rodas. Foi muito bem recebido, no período em que esteve por lá.

As turmas eram bem cheias, as aulas fluiam muito bem, foi um momento de muito suor, muita energia, mas ainda um processo de busca de algo a mais na Capoeira.

No final do ano de 1988, as coisas já não corriam como deviam e a sociedade foi desfeita. A Academia Aruanda continuava com a ginástica, mas sem a Capoeira e sem o professor Cícero.

A Capoeira da Aruanda preparava-se para uma outra fase...


FIM DA SEGUNDA PARTE

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MADAME SATÃ



FICHA TÉCNICA
  • Nome: Madame Satã
  • Nome Original: Madame Satã
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2002
  • GêneroDrama
  • Duração: 105 min
  • Classificação: 18 anos
  • DireçãoKarim Aïnouz

SIPNOSE
O filme retrata a vida da referência na cultura marginal urbana do século XX, o célebre transformista João Francisco dos Santos- malandro, artista, presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre, homossexual - conhecido como "Madame Satã" e freqüentador do bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro. Mostra seu círculo de amigos, antes de se transformar no mito Madame Satã, lendário personagem da boêmia carioca. Uma lenda da Capoeira.




AXÉ, CAPOEIRA!